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Selic mantida em 13,75%: críticas apontam crédito mais caro e pressão sobre a atividade

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Em resumo

  • Após o Copom manter a taxa básica em 13,75% ao ano, entidades da indústria, do comércio e centrais sindicais criticaram a decisão.
  • Elas relacionaram os juros elevados ao encarecimento do crédito, ao endividamento e à redução de recursos para investimentos e serviços públicos.
  • O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a Selic em 13,75% ao ano.
Edifício sede do Banco Central do Brasil. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
Edifício sede do Banco Central do Brasil. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado. Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons · CC BY 2.0

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a Selic em 13,75% ao ano. Segundo a Agência Brasil, a decisão foi criticada por representantes da indústria, do comércio e de centrais sindicais, que apontaram efeitos sobre o crédito, a atividade econômica, os investimentos e o orçamento público.

Crédito e atividade econômica

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a manutenção dos juros como equivocada e excessivamente conservadora. De acordo com a entidade, juros elevados encarecem o crédito, prejudicam empresas e famílias e desaceleram a economia. A CNI também destacou o aumento do endividamento das famílias e a pressão sobre os custos de financiamento das empresas.

Selic mantida pelo Copom
13,75% ao ano
Próxima reunião do Copom, prevista pela CNI
Dezembro
Expectativa de expansão econômica citada pela Apas
Inferior a 2% neste ano

Fonte: Setor produtivo critica manutenção da Selic em 13,75% ao ano

Na avaliação de Felipe Queiroz, economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), os juros elevados limitam o consumo e os investimentos e prejudicam comércio, serviços e indústria. Ele citou uma expectativa de expansão econômica inferior a 2% neste ano.

Efeitos sobre as contas públicas e o emprego

Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidente da CUT, afirmou que a política monetária amplia o endividamento e compromete recursos públicos. Segundo ela, uma dívida maior do Estado deixa menos recursos disponíveis para áreas como saúde, educação e segurança.

A Força Sindical também criticou a decisão. Seu presidente, Miguel Torres, afirmou que juros altos restringem o crédito, a produção e a geração de empregos.

O que pode acontecer a seguir

A CNI defendeu que os cortes da Selic sejam retomados na próxima reunião do Copom, prevista para dezembro. A entidade considera possível reduzir os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta. A manutenção da taxa, porém, foi a decisão do Copom relatada pela Agência Brasil; a defesa de novos cortes é uma posição da confederação.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) também criticou a decisão. Segundo a Agência Brasil, ele atribuiu a manutenção dos juros à pressão do mercado financeiro e cobrou explicações do Banco Central sobre a interrupção do ciclo de cortes.

Fontes

  1. Agência Brasil: Setor produtivo critica manutenção da Selic em 13,75% ao ano

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