O dólar comercial fechou a sexta-feira (30) cotado a R$ 5,446, com alta de 1,09%, segundo a Agência Brasil. Na semana, a valorização chegou a 9,15%, a maior desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional. No mesmo período, o Ibovespa caiu 18,12%, sua pior queda semanal desde março de 2020, de acordo com a reportagem.

Desempenho no mês e no pregão

A Agência Brasil informa que a moeda chegou a R$ 5,463 por volta das 16h, antes de reduzir parte da alta. Em outubro, o dólar avançou 5,27% e passou a acumular ganho de 0,81% no ano. Já o Ibovespa terminou o dia aos 167.921,80 pontos, com recuo de 0,75%, e completou cinco pregões consecutivos de baixa. No mês, o índice perdeu 9,88%, pior resultado mensal desde junho de 2022, conforme os dados divulgados pela agência.

Fatores domésticos e saída de recursos

Segundo a reportagem, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou investidores a reavaliarem posições nos ativos brasileiros. O mercado também acompanhou a expectativa pela definição da equipe econômica do próximo governo e pela apresentação de medidas para as contas públicas. A Agência Brasil atribui parte da volatilidade cambial no início do pregão à formação da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central e usada como referência para a liquidação de contratos futuros de câmbio. A busca por proteção cambial antes do feriado de Finados também foi citada.

Na segunda-feira (26), primeiro pregão após o resultado eleitoral, a queda do Ibovespa acionou o circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações diante de perdas expressivas. Dados da B3 citados pela Agência Brasil apontaram retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões da semana.

Pressão externa

A reportagem também destaca turbulências relacionadas a empresas de tecnologia e inteligência artificial nos Estados Unidos. Em Nova York, o S&P 500 caiu 1,82%. A Agência Brasil menciona ainda a cautela dos investidores diante das perspectivas para a inflação e os juros globais, mas não estima o efeito do movimento cambial sobre os preços no Brasil.